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Ciclo de Estudos - Elogio aos exercícios escolares

Ciclo de Estudos - Elogio aos exercícios escolares

Ciclo de estudos online
  • 11 horas de carga horária
  • 1 aula
  • 1 módulo
  • Última atualização 19/03/2026

10x R$ 43,88

R$ 360,00 à vista

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Fique tranquilo, você poderá participar desse curso em até 3 meses após a matrícula.

Sobre



Para quem é este Ciclo?

  • Para professores que vêm nos Exercícios Escolares a força propulsora da vitalidade da Escola e do interesse dos estudantes pelo mundo;
  • Para todos os profissionais da educação: professores, gestores, equipe técnica e pedagógica comprometida em reconhecer a vocação singular da Escola e áreas afins, comprometidas com a educação;
  • Para todas as pessoas que defendem as especificidades do papel da Escola em nossa sociedade.




Sobre o Ciclo

Os elogios são um convite para enfrentarmos os discursos oportunistas de que tudo vai mal na escola. Se prestarmos atenção nos saberes escolares, nos aproximamos de uma diversidade de tecnologias criadas que despertam nossa capacidade de amar o mundo. Pois os exercícios escolares nos põem no caminho da atenção, da paciência, da espera, do fazer e refazer, fazer bem feito, do desafiar-se, do encontrar a disposição e o ânimo durante o próprio fazer, e não antes.

Estamos falando de exercícios que partem de uma consigna comum como o ditado, a cópia, o resumo, a leitura em voz alta, a leitura silenciosa, a conversa mediada, a leitura do que se escreveu, dentre outros, como tecnologias de estudo e que pressupõem a presença do professor para acompanhar, devolver e convidar a voltar-se para o que se fez, voltar à consigna, perceber o que precisa ser corrigido, o que se pode melhorar, o que precisa ser feito de novo.

Assim, os tão rejeitados exercícios escolares nos contam que há um mundo do qual vale a pena pensar, conhecer, sentir. Há um mundo maior que nós mesmos, que nos convida a perceber e agradecer as coisas que existem, os que vieram antes de nós e nos põe no caminho do pertencimento.


Por que participar deste Ciclo?

  • Para conhecer estudos no Brasil, na América Latina e na Europa de pesquisadores e pesquisadoras debruçados na importância das Escolas para o fortalecimento das práticas democráticas e para o cuidado e interesse pelo mundo;

  • Para participar de conversas reais sobre a Escola a partir das várias questões que os Exercícios Escolares suscitam;

  • Para elaborar Exercícios Escolares com consistência e potência




Os Elogios aos Exercícios Escolares fazem parte de uma série de estudos: Elogio à escola, Elogio ao professor, Elogio ao estudo, Elogio à escrita e Elogio aos exercícios escolares, com a finalidade de fortalecer uma fenomenologia amorosa da escola, sob a coordenação de Jorge Larrosa.

Em novembro de 2025, Ângela Castelo Branco e Giuliano Tierno participaram do Seminário Internacional Elogio de los ejercicios escolares, realizado em Montevideo, apresentando o texto: "Ler em voz alta: exercícios de atenção à língua", partilhando suas experiências n'A Casa Tombada de encontrar nos exercícios escolares uma ética do estudo, que segue se reinventando porque o amor ao mundo nunca cessa.

Para este ciclo de estudos, pensamos em reavivar o que conhecemos no Uruguai compartilhando as reflexões dos exercícios escolares para ampliarmos esta trama afetiva de diferentes pesquisadores em torno do ânimo estudioso.




Online: Via Zoom. Os encontros serão gravados, e as gravações ficarão disponíveis por um período de 3 meses após sua inscrição

Data: 11, 13, 14, 15, 16, 17 e 18 de abril de 2025

Horários: Segunda a sexta das 19h30 às 21h · Sábados das 10h às 11h30


*Conheça mais sobre os convidados clicando aqui


Dia 1 — 11/04, sábado, das 10h às 11h30 - com Jorge Larrosa

Sobre o ânimo dos elogios

Elogio à escola, ao professor, ao estudo, à escrita escolar, aos exercícios escolares… já são cinco elogios, todos eles movidos pelo mesmo ânimo, ou pelo mesmo espírito. Tratar-se-á, portanto, nesta primeira sessão, de definir e desenvolver o que poderia ser o ânimo elogioso. Peter Handke, por exemplo, expressou-o assim, trocando "elogio" por "louvor" e anunciando uma arte da exaltação ou do engrandecimento, um ars laudandi, como diziam os antigos, e que contrasta com o espírito da época que parece privilegiar um ars vituperandi voltado para o rebaixamento, a suspeita, a diminuição ou a denúncia:

"Nasci para louvar, e só tenho voz para louvar. O resto que sai da minha boca é afônico ou estridente. Mas por que é cada vez mais difícil achar as coisas belas? E por que vocês, os antepassados, podiam dizer tranquilamente: 'animem-se!'"

Um elogio, ou um louvor, que nos parecem especialmente necessários (e especialmente difíceis) para os exercícios escolares, habitualmente qualificados de enfadonhos, repetitivos, absurdos, sem sentido ou, inclusive, disciplinares e normalizadores.


Dia 2 — 13/04, segunda, das 19h30 às 21h - com Maximiliano Valerio López

A natureza pragmática dos exercícios escolares: concretude, ritmo, beleza e mundo comum

Partiremos da tese de que os exercícios escolares possuem um caráter pragmático. Pertencem ao campo da práxis, isto é, constituem uma atividade provida de um sentido e um valor intrínseco, não são apenas um meio para atingir uma finalidade externa e, nesse sentido, se diferenciam tanto do treinamento, cuja finalidade reside no desenvolvimento ou aprimoramento de uma capacidade, como dos métodos produtivos, endereçados à produção de bens externos. Os exercícios escolares constituem, antes de tudo, um modo de relação com o mundo, com os outros e consigo mesmo, um modo concreto de estar no mundo e entre os outros.

Todo exercício escolar possui uma dimensão conceitual, mas não é redutível a ela. Um exercício escolar não pode ser substituído por uma explicação. Pois, enquanto a explicação se baseia em conceitos universais e abstratos, o exercício escolar possui sempre um caráter pessoal intransferível. Deve ser assumido e atravessado em primeira pessoa. O exercício implica um corpo a corpo, entre a singularidade dos objetos mundanos e a singularidade de cada indivíduo. No entanto, ele pressupõe uma forma exemplar que permite tanto a experiência individual como a sua comunicabilidade. O exercício não se movimenta na universalidade abstrata do conceito, mas na singularidade concreta do exemplo.

Durante o curso exploraremos este caráter concreto do exercício na sua relação com as noções de concretude, ritmo, beleza e mundo comum.


Dia 3 — 14/04, terça, das 19h30 às 21h - com José Miguel Vargas

Padrões scholèsticos: os exercícios e a arte de habitar o estudo

Os exercícios escolares têm má fama. São associados a uma repetição vazia, a uma disciplina coercitiva ou a uma pedagogia ultrapassada. No entanto, ao nos deter e tentar prestar atenção ao que acontece nas salas de aula, surge uma pergunta diferente: quando um exercício escolar é algo mais do que uma simples tarefa? Quando se torna uma forma de scholè, de tempo livre [e libertado]? Essas perguntas guiaram meu olhar durante alguns meses de trabalho de campo etnográfico em cinco escolas do México e do Equador, e o que fui encontrando é que certas formas de exercícios escolares (como copiar, resolver, reescrever, traçar) se repetem com uma coerência muito clara em contextos, disciplinas e geografias muito distintos. A essas repetições chamo de padrões scholèsticos.

Da análise desses padrões propus uma categorização dos exercícios escolares em três tipos: os exercícios ginásticos, orientados à repetição regulada e à precisão procedimental; os exercícios meditativos, que convidam o estudante a habitar as ideias e transformá-las em voz própria; e os exercícios de cartografia, nos quais copiar, traçar e transcrever constituem uma forma de apropriação corporal e atenta do conhecimento. Cada padrão produz seu próprio ritmo, sua própria postura, sua própria maneira de colocar o estudante em relação com o mundo que se estuda.

O que esses padrões têm em comum é que não se reduzem à aquisição de conteúdos: são formas de suspensão (subjetiva, material e conceitual) que tornam possível que algo do mundo se torne pensável, dizível, apreciável. Nesse sentido, os exercícios escolares não são o resíduo menor de um ensino libertador e amoroso, mas sim um de seus gestos mais fundamentais: aquele em que o estudo se converte em uma maneira de estar no mundo com atenção e cuidado.


Dia 4 — 15/04, quarta, das 19h30 às 21h - com Isabel Pastorino

Exercícios escolares de cópia e repetição



Dia 5 — 16/04, quinta, das 19h30 às 21h - com Luciana Ferreira da Silva

Elogio ao ditado, um exercício de fazer bem feito

Abrir a palavra é também abrir mundos. O ditado, exercício escolar caracterizado pela repetição, é tomado aqui como gesto de escuta, escrita e presença. Mais do que uma prática mecânica, ele se revela como um caminho de atenção, de cuidado com o que se faz e de respeito ao ritmo. O ditado nos ensina a fazer com esmero, a ler com o corpo inteiro, a escrever com o ouvido. É nesse fazer bem feito que encontramos não apenas um método, mas uma poética da simplicidade — que amplia o movimento de estudar.


Dia 6 — 17/04, sexta, das 19h30 às 21h - com Ângela Castelo Branco e Giuliano Tierno

Ler em voz alta: exercícios de atenção à língua

O elogio da leitura em voz alta como a produção de um ânimo estudioso compartilhado. Vamos refletir acerca dos exercícios de leitura em voz alta realizados nos cursos de pós-graduação n'A Casa Tombada — Centro de Estudo, Pesquisa e Experimentação em Arte, Educação e Linguagem, como uma prática de estudo e de leitura conjunta no momento da aula, sustentando a prática da aproximação e distanciamento com o conhecimento, concomitantemente.

Pois, ao exercitar a leitura em voz alta de modo compartilhado, aprende-se a dar o corpo à leitura e à escuta, deixar escapar sentidos, inventar outros, escutar a língua, deixá-la reverberar. Aprende-se a colocar a escuta na frente. Experimenta-se uma sensação de comunhão em torno de um ritmo e modulação. Experimenta-se uma escuta prazerosa. Experimenta-se uma voz que se oferece a servir um texto mais antigo do que ela própria. Permite-se a errância da escuta e da voz. Aprende-se que a atenção é fluida e que, o que está em jogo na linguagem, é a construção de uma direção conjunta, onde conta mais o esforço de se perceber junto, parte indissociável do mundo.


Dia 7 — 18/04, sábado, das 10h às 11h30 - com Soledad Poggio

A propósito da correção nos exercícios escolares

O ato de corrigir é um gesto pedagógico fundamental: um gesto que implica admitir a autoridade da disciplina e de seus estudantes, e que pressupõe o reconhecimento da existência de uma noção de verdade e da tendência em direção a ela em toda prática de conhecimento. O ato de corrigir é também um dos atos mais generosos que um professor pode realizar: um ato que não desperdiça o poder orientador de uma anotação feita a tempo e não deixa os alunos abandonados à própria sorte, perdidos "sem saber o que fizeram certo ou o que fizeram errado". Corrigir e dar explicações é talvez um dos momentos mais significativos e mais poderosos na relação entre ensinar e aprender.

Sempre que um professor — se efetivamente atua como tal — corrige um aluno, são a disciplina e a instituição escolar que falam e agem por ele, não a arbitrariedade proveniente de seus gostos e interesses pessoais. É essa autoridade, e não apenas a do vínculo educacional, que pode aliviar o mal-estar com o qual se sustentam e defendem as disposições necessárias para estar na escola, aquelas que muitas vezes vão na direção contrária à dos tempos: a dedicação que o estudo pressupõe, o tempo que a leitura implica, a atenção prolongada e a concentração que a realização de um exercício exige, a disposição corporal e atmosférica de que todas essas operações necessitam. Convido-os, portanto, a pensar na correção nestes termos: como parte constitutiva e preponderante dos exercícios escolares e da própria forma escolar. Um ato distinto da nota e da avaliação. Um ato — o da correção — que parte de um contexto que pressupõe o acesso comum a um sistema de valores, em suma, a uma noção de verdade própria da escola.




Investimento

Valor do ciclo: R$360,00 em até 4x sem juros

Descontos - Solicitar cupons para o suporte após o recesso coletivo, no dia 05/01/2026

  • 10% para profissionais da educação
  • 25% para participantes de ciclos anteriores
  • 15% para alunos e ex-alunos de cursos de extensão, aprimoramento ou cursos livres d'A Casa Tombada
  • 30% para alunos e ex alunos das pós-graduações d'A Casa Tombada

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Realização

A Casa Tombada - Centro de Estudo, Pesquisa e Experimentação em Arte, Educação e Linguagem



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