
Quando 19 a 23 de janeiro de 2027 | Horário Das 9h às 17h | Formato Presencial |
Jornada formativa
Preparar, escutar, perguntar, sustentar o tempo de uma conversa e depois dar forma ao que ali aconteceu.
Facilitar conversas é criar as condições para que algo possa, de fato, acontecer entre as pessoas.
A Jornada Formativa: Linguagens da Conversa organiza esse percurso em seis movimentos: inspiração, preparação, facilitação, sistematização, aplicação e avaliação. Como gestos que se repõem a cada novo encontro.
Entre a inspiração e a preparação de uma conversa, vale deter-se em um pequeno percurso: o da própria palavra, do momento em que ainda não foi dita até o instante em que se torna comum, partilhada, comunitária.
O gesto do preparo da palavra é um gesto atento: escuta sem se esforçar, permite que as palavras se encontrem e se transformem no ar depois de ditas. Ao preparar a palavra para a conversa, permitimos que ela seja outra, porque se colocará em relação. A conversa é o devir da palavra.
A palavra é a própria vida que acontece e vai construindo a palavra. Numa conversa, todos somos narradores, portadores de nossas próprias histórias e perceptores de outras, que vão se misturando. As pessoas portadoras das histórias, todas elas, caminham para as conversas com grande expectativa e algum risco: o risco real de se ressignificarem a cada encontro.
Conversar é um modo de estar com as pessoas e de construir realidade com elas. Quando uma conversa acontece com atenção, presença e escuta, ela pode transformar a maneira como vemos um problema, como compreendemos uma situação e como nos relacionamos entre nós.
Ao falar, nomeamos o que sentimos, o que lembramos, o que desejamos e o que ainda não conseguimos dizer. Ao escutar, acolhemos a palavra e nos deixamos afetar por ela.
O que se deseja aqui é cultivar uma prática atenta, capaz de preparar e conduzir encontros e sistematizar o que emerge deles com cuidado e responsabilidade.
Isso implica:
| 01 | preparar o encontro com intenção; |
| 02 | formular e encadear perguntas que estimulem o pensamento coletivo; |
| 03 | criar um ambiente de confiança e acolhimento; |
| 04 | sustentar a diversidade de vozes; |
| 05 | reconhecer o valor da experiência e dos saberes de todas as pessoas; |
| 06 | registrar o que acontece para que a experiência não se perca. |
Para quem é
Profissionais de organizações que articulam, realizam e sistematizam conversas em reuniões, encontros e oficinas.
Professores que querem ampliar seu repertório para aulas participativas.
Oficineiros e condutores de oficinas participativas.
Pessoas interessadas nas possibilidades das linguagens artísticas.

Percurso
Gestos que se repõem a cada novo encontro, ao longo dos cinco dias de imersão.
Movimento 1
Aberturas para a experiência da conversa e o preparo da palavra, recolhendo referências pessoais de boas conversas, histórias, vivências, livros e filmes.
Movimento 2
Escuta, cuidado e método: perguntas encadeadas, roteiro, ambiente, participantes e um exercício de imaginação da conversa.
Movimento 3
Escuta, tempo, observação e ritmo: elaborar um roteiro completo, aprimorar as perguntas e propor um modo próprio de facilitar.
Movimento 4
Registrar o que aconteceu nas conversas, com um plano de sistematização, referências e um texto sobre a importância desse registro.
Movimento 5
Vivenciar a facilitação das conversas preparadas pelos participantes, com pausas para reflexão, e preparar uma apresentação sobre o percurso.
Movimento 6
No último encontro, a apresentação das narrativas da jornada e a reunião dos registros e aprendizados em uma caixa de produções.
Além de fazer a conversa acontecer, é preciso aprender a olhar para ela, pensar sobre ela e registrar o que ela produz.
Preparar uma conversa é um gesto de cuidado combinado com técnica. Quando um encontro é bem preparado, a conversa ganha porto seguro, rumo, contorno, intenção e direção no sentido de fazer escolhas conscientes que favoreçam a qualidade do que será vivido.
Venha estudar com a gente!
A jornada formativa acontece nos dias 19 a 23 de janeiro de 2027 das 9h às 17h, n'A Casa Tombada: Rua Ministro Godói 333, Perdizes

Quem conduz
Ana Letícia Silva é facilitadora de processos conversacionais desde 2007, formada pela H+K Desenvolvimento Humano e Institucional. Desde 2018, dedica-se integralmente às produções coletivas de saberes, conhecimentos e linguagens de grupos.
É pós-graduada em Narração Artística pela A Casa Tombada. Essa trajetória permitiu agregar a narração como método de fortalecimento das conversas como uma prática e a narrativa como um meio para a sistematização dessa experiência de interlocução.
Investimento
R$ 3.000,00
em até 6x sem juros
Desconto
10% para alunos e ex-alunos d'A Casa Tombada
Acesso
Esta iniciativa consolida o compromisso d'A Casa com um ambiente diverso, plural e inclusivo, contribuindo para a mudança social. O projeto abrange o enfrentamento da desigualdade estrutural como princípio fundamental. Isso se materializa na democratização do acesso à formação. A Casa aposta na pluralidade, garantindo que a inclusão seja uma prática. Ao ofertar bolsas alinha-se a iniciativas que se posicionam no enfrentamento às iniquidades sociais, afirmando-se como um locus de exercício ético e uma ação concreta de justiça social.
Cinco dias de imersão, de 19 a 23 de janeiro de 2027, das 9h às 17h, n'A Casa Tombada.
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A Casa Tombada · Rua Ministro Godói, 333 · Perdizes, São Paulo/SP
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