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Simpósio presencial - Cuidar do comum: perspectivas para reimaginar a vida coletiva

Simpósio presencial - Cuidar do comum: perspectivas para reimaginar a vida coletiva

Presencial

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R$ 190,00 à vista

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Sobre

Cuidar do comum: perspectivas para reimaginar a vida coletiva

Presencial

n'A Casa Tombada

Data

25/07/2026

Horário

08h30 às 17h30

Simpósio presencial

Sobre o simpósio

“No mundo, não há nada mais abundante do que a dor, o desconsolo, o desabamento. Nada é mais necessário do que oferecer confiança, paz ou tempo.”

Antonio Lafuente

Vivemos um tempo marcado pela aceleração, pela fragmentação dos vínculos e pela crescente dificuldade de sustentar aquilo que torna a vida possível. Em meio a crises sociais, ambientais, políticas e subjetivas, a pergunta pelo cuidado deixa de ser apenas uma questão privada para tornar-se um desafio coletivo: como cuidar uns dos outros, dos territórios, de nossas diferenças e do mundo que compartilhamos?

Como nos lembra a pensadora feminista Silvia Federici, não existe vida sem trabalho de cuidado. Em sua reflexão sobre os bens comuns e a reprodução social, a autora afirma que reconstruir o comum não significa apenas compartilhar recursos, mas criar relações capazes de sustentar a existência coletiva. Em O Cuidado Comum, Federici nos convida a reconhecer que a vida não se produz individualmente: ela depende de redes de apoio, reciprocidade, confiança e responsabilidade mútua.

Cuidar do comum é cuidar da vida. É proteger as condições que tornam possível nossa existência compartilhada. É compreender que a autonomia só floresce porque existe interdependência. É reconhecer que ninguém vive sozinho, que toda vida é sustentada por outras vidas e que aquilo que chamamos de futuro depende da nossa capacidade de cultivar vínculos, reparar danos, acolher fragilidades e fortalecer pertencimentos.

Mais do que oferecer respostas prontas, este simpósio pretende criar um espaço de encontro para pensar o cuidado como horizonte ético e político de nosso tempo. Um convite para refletirmos sobre os modos como habitamos o mundo, construímos comunidades e compartilhamos responsabilidades. Um convite para imaginar formas de convivência capazes de ampliar a dignidade, a justiça e a possibilidade de uma vida boa para todas as pessoas.

Para quem é este simpósio?

Um encontro para quem reconhece no cuidado um elemento central da vida coletiva. Se você se identifica com algum destes perfis, este é o seu lugar:

  • Professores e profissionais da educação interessados no cuidado como dimensão pedagógica e ética;
  • Profissionais da saúde e do cuidado que buscam ampliar suas práticas a partir do diálogo entre saberes;
  • Pessoas ligadas a movimentos sociais e à construção de formas mais justas de vida coletiva;
  • Profissionais do direito atentos às dimensões éticas e políticas do comum;
  • Demais interessados no campo dos estudos sobre o cuidado que desejam pensar, junto, novos horizontes de convivência.

Como acontece

Em formato de simpósio presencial: um território de encontro, onde diferentes conhecimentos, trajetórias e sensibilidades se cruzam para ampliar a compreensão do cuidado como elemento central da vida.

São 8 horas de encontro presencial reunindo vozes de diferentes campos — filosofia, educação, saúde, ativismo e direitos — para inspirar novas práticas, pesquisas e formas de atuação a partir do cuidado.

Data25 de julho de 2026 (sábado)
Horário08h30 às 17h30
LocalN’A Casa Tombada — Rua Ministro Godói, 333, Perdizes, São Paulo · SP
Carga horária8 horas

* Certificado digital de participação ao final do simpósio.

Quem coordena — Rodrigo Carancho

Coordenação

Rodrigo Carancho

Fundador da Escola Aberta do Cuidado, educador, sanitarista e Mestre em Ciências. Profissional com 20 anos de experiência no campo do cuidado ligado a territórios diversos, saúde pública, educação e cultura do cuidado. Idealizador do Projeto do Andarengo: pesquisa-expedição por onde percorreu mais de 20.000 km pelo território brasileiro, pesquisando a cultura do cuidado a partir de histórias do Brasil profundo em comunidades tradicionais. Foi gestor no Sistema Único de Saúde no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na Escola Aberta do Cuidado dedica-se à promoção da Cultura do Cuidado em percursos formativos que se relacionam com a escuta, tecnologias ancestrais de cuidado, educação e saúde comunitária a partir do diálogo entre saberes tradicionais e princípios interdisciplinares. Pela Casa Tombada é Coordenador da Pós-Graduação “Cultura, Educação e Ética do Cuidado: Escutas e Políticas do Comum para Reimaginar o Mundo”.


Quem participa

Quatro pensadoras e ativistas que cruzam filosofia, educação, saúde e luta social para reimaginar a vida coletiva.

Ivone Gerbara

Nascida em São Paulo em 1944, é filósofa e teóloga ecofeminista. Foi professora de Filosofia e Teologia no Instituto de Teologia do Recife e professora visitante em diferentes universidades. Tem vários livros publicados, sendo os últimos Filosofia Feminista: uma brevíssima introdução, A velhice e o amor — uma fenomenologia idosa do amor e Rica Ricardina (Ed. Recriar). Fez parte de sua formação na Bélgica, onde obteve o doutorado em Ciências Religiosas, e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde obteve o título de doutora em Filosofia. Vive atualmente em São Paulo.

Daniela Rosendo

Filósofa, pesquisadora e educadora em direitos humanos, especialista em ética do cuidado. É doutora e mestra em Ética e Filosofia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde também concluiu um pós-doutorado em 2022, e bacharel em Direito pela Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). Atualmente é professora da UAB/UFSC e realiza cursos e consultorias pela Quilting Educação & Filosofia Artesanal. É pesquisadora do Laboratório de Ética Animal e Ambiental da Universidade Federal Fluminense (LEA/UFF) e autora do livro Sensível ao cuidado: uma perspectiva ética ecofeminista.

Helena Silvestre

Ativista com trajetória de atuação em movimentos de favelas, periferias e ocupações por moradia. Desde 2017 dedica-se à auto-organização de mulheres faveladas e periféricas para o cuidado e o autocuidado comunitários em busca do bem-viver. Escritora finalista do Prêmio Jabuti 2020, é editora da revista Amazonas no Brasil, em articulação com mulheres periféricas de países latino-americanos. Educadora popular na Escola Feminista Abya Yala — articulação de mulheres periféricas e faveladas territorializadas na periferia sul da cidade de São Paulo, em conexão com coletivos de mulheres e dissidências em outras periferias da cidade e de outras capitais. Pesquisadora ligada ao coletivo transnacional feminista La Laboratoria, é psicanalista, estudante de Saúde Pública na Universidade de São Paulo e pesquisadora do projeto Cosmopolíticas do cuidado no fim do mundo, na mesma universidade.

Mariana Rosa

Doutoranda em Educação na USP. Mulher com deficiência, com histórico de ativismo em movimentos sociais. É integrante do coletivo feminista Helen Keller e fundadora do Instituto Caue. É também educadora popular e assessora escolas das redes públicas e privadas no tema da educação inclusiva. Conselheira do Conselho Nacional de Educação.

Investimento

Valor integral

R$ 190,00

Certificado digital de participação  ·  Carga horária: 8h

Desconto

  • 10% de desconto para alunos e ex-alunos d’A Casa Tombada.

Acesso e permanência

Bolsa de estudos de 100%

Oferecemos vaga com bolsa integral para o simpósio. Para se candidatar, preencha o formulário abaixo.

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