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Pós-graduação - Educação e Relações Étnico-Raciais: investigações de cosmopercepções amefricanas

Pós-graduação - Educação e Relações Étnico-Raciais: investigações de cosmopercepções amefricanas

Pós-graduações
  • Início das vendas 07/05/2026
  • 12 alunos
  • 1 aula
  • 1 módulo
  • Última atualização 06/05/2026

10x R$ 6,10

R$ 50,00 à vista

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6 meses

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Fique tranquilo, você poderá participar desse curso em até 6 meses após a matrícula.

Sobre



DuraçãoFormatoDia e horárioInício
18 meses100% OnlineQuartas · 19h30 às 21h30Agosto de 2026




O curso é destinado a todas as pessoas que desejam contribuir para a construção de uma sociedade antirracista. Voltado para quem busca, em sua prática cotidiana, promover espaços mais dialógicos e equânimes. A formação acolhe discussões relevantes para profissionais de diversas áreas, como: Educação, Promoção da leitura e literatura, Saúde, Artes e suas múltiplas linguagens, pesquisas, gestão pública e institucional, entre outros campos de atuação comprometidos com a transformação social.

No fundo no fundo, esta pós é…


Para quem deseja contribuir para a construção de uma sociedade antirracista
Para quem busca promover espaços mais dialógicos e equânimes
Para quem quer encontrar saberes construídos por povos indígenas, africanos e afrodescendentes
Para quem entende a educação como processo permanente e plural
Para quem acredita que os espaços educativos precisam se reconstruir a partir das múltiplas percepções do mundo
Para quem quer tensionar debates decisivos para a transformação social
Para quem sente que a diversidade do Brasil precisa ser vista, ouvida e estudada com rigor e afeto


Para TODAS AS PESSOAS comprometidas com a construção de territórios verdadeiramente plurais




Encontros Semanais: online e ao vivo, acontecem semanalmente às quartas-feiras e terão duas horas de duração, das 19h30 até 21h30 e um encontro por mês em uma segunda-feira, das 19h30 até 21h30, pré-agendados. Os encontros mensais de segunda-feira serão o momento de alinhavar saberes, compartilhar como os conhecimentos têm afetado seus saberes e fazeres, acompanhar projetos de pesquisa.


Encontros semanais
Online · ao vivo · às quartas-feiras · 19h30 às 21h30

Encontros especiais mensais
Uma segunda-feira por mês (pré-agendada) · 19h30 às 21h30

Processo Seletivo
Entrevistas serão agendadas coletivamente

Calendário
Início das aulas: agosto de 2026
Término: dezembro de 2027
Duração: 18 meses


Plataforma Digital d’A Casa Tombada

Durante todo o percurso, você terá acesso à nossa plataforma exclusiva, onde poderá:

- Estudar e pesquisar

- Assistir às gravações das aulas e acompanhar as atividades

- Interagir com colegas, professores e coordenação

- Acessar textos, mídias digitais, links, fóruns de discussão e aulas gravadas
 
*todas as aulas são gravadas e disponibilizadas em nossa plataforma.

 

 (Módulos e corpo docente)

Sobre o curso


Nesta pós-graduação buscamos trazer tudo que objetiva esse curso; o transBordar presente na estrutura que se materializa nos encontros. Estamos, antes de tudo, pautadas nos diálogos sobre as Relações Étnico-Raciais e a Educação, numa perspectiva de que os processos educativos ocorrem em diversos territórios e são permanentes. Nosso objetivo é ativar a interseccionalidade, agir nas brechas, esmiuçar histórias, encontrar com saberes construídos por diversos grupos sociais do nosso país; principalmente os povos indígenas, africanos e afrodescendentes.

Tudo isso perpassa pelo conceito de Cosmopercepções, cunhado pela pesquisadora nigeriana Oyèrónk Oywùmí, que propôs uma análise com/sobre o mundo para além do ver/visão — cosmovisão. O termo "cosmopercepção" é uma maneira mais inclusiva de descrever a concepção de mundo por diferentes grupos culturais. Neste sentido, "cosmopercepção" será usada ao descrever os povos iorubás ou outras culturas que podem privilegiar sentidos para além do visual ou, até mesmo, uma combinação de sentidos. (Oywùmí, 2002).

Amefricanas, para marcar os territórios epistêmicos que habitaremos. Aqui damos as mãos à pesquisadora brasileira Lélia Gonzalez, que nos apresentou esse conceito-convite à reflexão sobre a importância de reconhecer as culturas, histórias e todas as estratégias de resistências de diferentes etnias no continente americano. O conceito possui um caráter para além da geografia, visto que incorpora todo o "processo histórico de intensa dinâmica cultural (adaptação, resistência, reinterpretação e criação de novas formas)" nos territórios afro referenciados como o Brasil — o que nos possibilita construções das identidades étnico-raciais (Gonzalez, 2020, p.135).

 
O debate sobre educação e relações étnico-raciais é urgente.

 

Nossa sociedade é plural, nos reivindicando a necessidade de nos encontrar com essa diversidade que por muito tempo foi silenciada a partir de práticas discriminatórias naturalizadas na sociedade. Acreditamos que os espaços educativos (formais e não formais) têm, e devem, olhar para suas estruturas para se reconstruir a partir das múltiplas percepções do mundo. Neste sentido, assumimos o compromisso de construir um conhecimento pluridisciplinar, atento aos processos sociais que acontecem no território brasileiro, além de mostrar como os diversos grupos étnico-raciais têm tensionado debates importantes para a promoção de mudanças sociais decisivas. Tudo isso ocorre num esforço colaborativo para valorizar e tornar públicos saberes que nos foram privados durante toda a História do Brasil. Assim, o curso pretende construir encontros entre os pensamentos teórico-prático-reflexivo referentes às relações étnico-raciais e os seus desdobramentos nos territórios educativos.



Convidamos pessoas para experienciar uma roda de saberes, vivenciados por diferentes indivíduos, no intuito de que, coletivamente, possamos construir e presenciar mundos plurais. Nossa pós é convite cotidiário ao deslocamento na produção de saberes, pois as professoras e os professores são de diferentes territórios e trazem seus próprios corpos, saberes vivos e espaço de produção de conhecimento, corpos-territórios. Assim, a pós cria um currículo pautado na intersecccionalidade e assume cotidiariamente que esse país é plural e que há muitas formas do conhecimento se concretizar. 


História e cultura indígena, africana e afro-brasileira

Abordar a diversidade étnica e cultural da população brasileira. Desde sua formação até os dias atuais, contemplando inclusive as questões migratórias. Qual a cara de quem construiu a “brasilidade”, e que brasilidade é essa? Quais povos aqui chegaram? Quais povos aqui viviam? E sobretudo, que aqui, ainda, habitam?


Territorialidade

De acordo com Milton Santos (2011) “o território é o lugar em que desembocam todas as ações, todas as paixões, todos os poderes, todas as forças, todas as fraquezas, isto é, onde a história do homem plenamente se realiza a partir das manifestações de sua existência”. Enquanto “a territorialidade nos convoca a perceber o espaço sendo mais do que nos é visível, e sim o que nos é percebido ou escutado” (Trindade, 2010). Assim, queremos entender o território brasileiro e como ele se forma de acordo com a população indígena, quilombola, negra, indígena, periférica e suas relações com a terra e/ou com o território onde vive.  Qual o sentimento de pertencimento? Como influência na identidade de quem ali vive? Como o coletivo se constitui na relação com o território? E como se manifesta para além do espaço físico, mas também no espaço social, cultural e simbólico do coletivo? 


Políticas Públicas

Políticas públicas são ações importantes para o funcionamento da sociedade, quando implementadas, elas modificam a vida das populações e as organizações sociais. Assim, queremos pensar coletivamente, a história dos movimentos sociais e as suas ações, o que virou lei e como foram implementadas essas leis. O que o poder público instituiu como políticas públicas para os povos indígenas e de descendência africana. A história dos movimentos sociais e os movimentos sociais fazendo história. Como as políticas públicas contribuem para lidar com problemas públicos para trazer melhorias à vida de cidadãs e cidadãos em diversas áreas? Qual a necessidade de políticas públicas para a população negra e indígena na saúde, na educação, na segurança, no meio ambiente? O que virou lei? Como ocorre a implementação das leis? 


Entrelaçando Experiências

Entrelaçando Experiências apresenta uma jornada formativa dedicada a compreender as identidades que compõem o Brasil, reconhecendo que a racialização no país resulta de processos históricos de miscigenação, colonialidade, apagamentos e também de resistências. Partindo da classificação demográfica utilizada pelo IBGE: brancos, pretos, pardos, amarelos e indígenas; o percurso formativo busca tensionar essas categorias, ampliá-las e deslocá-las de sentidos naturalizados. Durante os encontros, diferentes grupos identitários serão tematizados a partir de perspectivas críticas, plurais e contextualizadas no território brasileiro.



A energia vital nas expressões artísticas 

A ideia é trazer diferentes linguagens artísticas como forma de re-elaborar essa história única que nos foi imposta. Quando nos aproximamos das linguagens artísticas, criamos possibilidades de ampliar o debate sobre diversidade na educação, pois reconstrói narrativas concomitantemente, contribui para a construção de uma reflexão sobre si e sobre o outro.  Por isso, é importante partilhar outras formas de contar sobre si e sobre os seus para si e para os seus. Sejam as/os ancestrais e as/os contemporâneas/os, mas também as/os que estão por vir: as linguagens artísticas na construção da humanidade e a arte como direito humano. A ideia é trazer pessoas que atuem no fazer e nas pesquisas em diversos eixos: cinema, música, teatro, palhaçaria, dança, música, performance, artes visuais, produção cultural.


Palavras e identidades

A palavra escrita, a palavra falada, a palavra bordada, a palavra desenhada e os diálogos com a construção da identidade cultural dos diferentes sujeitos. A narração, os slans, a oralitura, a oralidade, as histórias, as escrevivências, escritas de si, as literaturas. A escrita e as suas diferentes formas de manifestações como direito humano; como tudo isso tudo pode ser uma reconstrução de identidades.   


Vamos falar sobre amor, afestar-se com o poético da vida

bell hooks(2020) afirma que amor é ação, nos convidando a falar sobre amor em voz alta. Mas sobretudo precisamos falar sobre os corpos, corporeidades, sobre adoecimentos, sobre necropolítica, sobre como o amor é uma forma de resistência. Para que assim possamos reelaborar a dor, tramar na margem uma cura coletiva, cooperando com as formas de amor que nascem também do comunitarismo, porque quando um se cura, muitos podem se curar juntos. A cura coletiva é sair da subalternidade. 


Religiosidade

Trazer as diferentes manifestações religiosas e de religiosidades indígenas e afro-brasileiras. Dialogar sobre as muitas cosmopercepções e as relações com a ancestralidade e a natureza. A fé no sagrado, na vida. O corpo-sagrado e todo sagrado que cada pessoa carrega em si. 


Educação e relações étnico-raciais

Todos os sábados, os estudantes serão convidados a construírem reflexões teórico-metodológicas sobre como abordar as relações étnico-raciais a partir do que foi debatido durante o mês. Sempre levando em consideração as provocações realizadas pelos/as/es docentes convidados/as/es.


Seminários

Momentos de compartilhar pesquisas, ações e mundos que nos aproximamos durante a nossa caminhada com a pós-graduação. 


Metodologias de pesquisas

É prioridade pensar outras formas das pesquisas existirem na academia, bem como outros lugares para as pesquisas existirem. Assim, é importante questionar: Só a academia faz pesquisa? Somos todes pesquisadores? Quais os modos de fazer pesquisa? Quais os modos de registrar a pesquisa? Como referenciar é/pode ser Sankofa?  




Saiba mais sobre os professores clicando aqui.



Ananda Luz 

Educadora, pesquisadora e curadora. Formada em pedagogia com mestrado em Ensino e Relações Étnico-Raciais. Cursa o doutorado em Difusão do Conhecimento (UFBA-IFBA-UNEB).  Atua nas coordenações coletivas da pós-graduação O Livro Para Infância e Educação e Relações Étnico-Raciais n’A Casa Tombada-SP. Realizou a curadoria da Exposição Karingana – presenças negras no livro para as infâncias no SESC – Bom Retiro. Jurada dos 30 Melhores Livros do Ano da Revista Crescer (2024, 2023, 2022 e 2021) e do Leia com uma criança do Itaú 2023. Curadora de acervos literários como o projeto Bamberê – entre livros e infâncias (SAJ, FLiMuniz e Biblioteca Comunitária Zeferina Beiru) e da Ong Vaga Lume (2022). Curadora e criadora com Jéssica Silva do projeto, Odú: Arte e Territorialidade. Foi escriba com Isabel Malzoni do livro “Eu devia estar na escola”, editora Caixote, em parceria com a Ong. Redes da Maré. É uma das autoras do livro Infâncias e Leituras – presenças negras e indígenas na literatura infantil, organizado por Márcia Licá pela editora Pulo do Gato. Foi curadora com Emília Nuñez da Flikids e é curadora da FliMuniz. Hoje está à frente dos podcasts Livros e Infâncias com Cristiane Rogerio e Coreto Sonoro com Marcus Matraca. 



Jéssica Silva 

Educadora, pesquisadora e artista. Historiadora, mestra em Ensino e Relações Étnico-Raciais (PPGER-UFSB) e doutora em história (PPGH - UNIRIO), instituições em que desenvolveu pesquisas sobre narrativas de pessoas negras no Extremo Sul da Bahia. Possui atuação no campo da História, Educação e Relações Étnico-Raciais, com foco em narrativas de mulheres negras na arte e educação. É professora e coordenadora da pós-graduação Educação e Relações Étnico-Raciais (com Ananda Luz), n’A Casa Tombada-SP. Cria das periferias do Extremo Sul baiano, é um corpo-movimento que busca inspiração nos lugares onde insurgiu como artista e pesquisadora. Artista em construção, escrevive narrativas escritas e audiovisuais. Diretora e roteirista do filme “Costurando a vida com fios de ferro” (2019). Idealizadora e coordenadora do Webinário Narrativas Negras. Podcaster do “Odu: Arte e Territorialidade” realizado em parceria com Ananda Luz e contemplado pela Lei Paulo Gustavo — que possui como tema central as artes no território baiano. 


 Imagens André MedinaImagens por André Medina

 

Investimento

Valor Integral
21 parcelas de  R$ 650,00

10% de desconto — Profissionais da Educação · estudantes e ex-estudantes d'A Casa Tombada

15% de desconto — Pagamento à vista



*Rematrícula - Semestral, no valor de  R$ 289,61. 
 

1º rematrícula - 30/11/2026. 
2º rematrícula - 30/6/2027
 
Para o aluno efetivar sua rematrícula é fundamental que o mesmo esteja com os seus compromissos financeiros e pedagógicos em dia.



Esta iniciativa consolida o compromisso d'A Casa com um ambiente diverso, plural e inclusivo, contribuindo para a mudança social. O projeto abrange o enfrentamento da desigualdade estrutural como princípio fundamental. Isso se materializa na democratização do acesso à formação. A Casa aposta na pluralidade, garantindo que a inclusão seja uma prática. Ao ofertar bolsas alinha-se a iniciativas que se posicionam no enfrentamento às iniquidades sociais, afirmando-se como um locus de exercício ético e uma ação concreta de justiça social.

Clique aqui para preencher o formulário de solicitação de bolsa.  


Carta de intenção e formulário

Após sua inscrição, para confirmar a sua participação no processo seletivo da pós-graduação envie por gentileza que preencha o formulário que estará disponível na plataforma, e uma carta de intenção para que você explicite seus interesses pessoais em participar do curso para o email pos@acasatombada.com

Assim que recebermos ambos entraremos em contato para o agendamento da entrevista coletiva. Na entrevista estará presente a coordenação d'A Casa Tombada, a coordenação do curso escolhido e outros candidatos participantes do Processo Seletivo.

Após a entrevista, enviaremos por e-mail o resultado do Processo Seletivo. Em caso positivo, você receberá as instruções para a realização da matrícula.




Direção d'A Casa Tombada - Centro de Estudo, Pesquisa e Experimentação em Arte, Educação e Linguagem:

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco Teixeira

Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira 

Coordenação do Programa de Pós-Graduação

Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira

Regulamentação 

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Autorizado pelo MEC. IMES - INSTITUTO MINEIRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR – Instituição de Ensino Superior Credenciado pela Portaria MEC n° 1861 de 25/10/19. CREDENCIAMENTO POLO IMES – INSTITUTO A CASA TOMBADA - Código no e-MEC: 1185654.

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FAQ

Atendimento

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Chame por Maria no Whatsapp - 11 91201 - 5190 - Ou através do email atendimento@acasatombada.com

Suporte da plataforma - dúvidas com relação a login, senha e funcionalidades

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Secretaria - pós-graduações

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Chame por Flávia no Whatsapp - 11 96362-7762 email: pos@acasatombada.com

Acesso por 6 meses

Estude quando e onde quiser

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