Instrumentalizar os alunos para a problematização da História do Corpo e suas interrelações com o tempo e o espaço - desde a compreensão de seu funcionamento dentro do processo de desenvolvimento do corpo bípede capaz de atravessar longas distâncias às suas potências expressivas como linguagem poética. O enunciado “a caminhada como prática poética” implica na compreensão do próprio corpo como assunto de linguagem. A busca de referências e repertórios dentro da História da Arte irá evidenciar as passagens do corpo arcaico e anímico ao corpo racional, do corpo pragmático, clássico e funcional ao corpo poético e expressivo, que emerge a partir do Romantismo e Modernismo, se estendendo até os dias atuais em outras versões. O corpo será tomado como assunto que irá motivar a investigação do ato de caminhar dentro do arco extenso do percurso da civilização humana bem como contemplar no arco da história várias modalidades de caminhar – suas funções,suas poéticas, suas linguagens e procedimentos
Como compreender a relação da caminhada com o corpo: a presença, o estado de atenção e observação, os indícios ancestrais que habitam nossos corpos e a própria história da caminhada no percurso civilizatório n- seja em espaços urbanos, seja em espaços rurais.
Para isso teremos a presença de:
março - A atenção como método com Virginia Kastrup
abril - Relato de caminhante Marcelo Moscheta
maio - História da caminhada com Verônica Veloso
Sobre os/as convidados/as:
Virginia Kastrup
Doutora em Psicologia Clínica (PUC-SP), Professora Titular do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e bolsista PQ do CNPq na área de psicologia cognitiva. Suas pesquisas se articulam em torno do problema da invenção, com desdobramentos sobre a aprendizagem, a atenção, a arte, a deficiência visual e o método da cartografia.
Publicou A invenção de si e do mundo (Papirus, 1999; Autêntica, 2007), Políticas da cognição (Kastrup, Tedesco e Passos, Sulina, 2008), Histórias de cegueiras (Kastrup e Pozzana, CRV, 2016), Cegueira e invenção (CRV, 2018) e A atenção na cognição inventiva: entre o cuidado e o controle (Kastrup e Caliman, Ed. FI, 2023). É uma das organizadoras de Pistas do Método da Cartografia v.1 (Passos, Kastrup e Escóssia, Sulina, 2009) e Pistas do Método da Cartografia v.2 (Passos, Kastrup e Tedesco, Sulina, 2014), Exercícios de ver e não ver: arte e pesquisa com pessoas com deficiência visual (Moraes e Kastrup, Nau, 2010) e Movimentos micropolíticos em saúde, formação e reabilitação (Kastrup e Machado, CRV, 2016). Publicou também diversos artigos em revistas especializadas.
Marcelo Semiatzh
Pós Doutorando programa medicina translacional (LIN 26) FMUSP, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo -ICB-USP. Fisioterapeuta desde 1990.
Verônica Veloso
Professora e pesquisadora do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo e no Programa de Pós-graduação na linha de pesquisa em Artes Cênicas e Educação. É Doutora e Mestre em Artes pela ECA-USP, tendo realizado estágio doutoral na Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3. Integra o Coletivo Teatro Dodecafônico. Artística e academicamente investiga a interface entre as linguagens e o caminhar como prática estética e política. É autora do livro “Percorrer a cidade a pé” (Ed. Appris 2021).
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